segunda-feira, 17 de maio de 2010

À minha Vida.

Porque eu não consigo acalmar essa saudade no meu peito? tirar de vez essa dor que me mata aos poucos, pedacinho por pedacinho, que me consome e não me deixa em paz?
Porque esse amor ainda existe, se ele é somente meu? porque ele renasce a cada dia mais intenso?
Está doendo. Minha pobre alma tenta entender tudo isso, mas as lágrimas que caem agora e escorrem pelo meu rosto representam que tamanho entendimento ainda não foi alcançado.
A dúvida ainda me corroe: Será que ainda pensas em mim no calar da noite? Porque tuas fotos lembram-me tanto "nós"? Será proposital? E se for, por que fazes isso?
Olho pro nada a tua procura e mais um dia eu passo sem você. Será que vou suportar até o fim? Esperanças não faltam! Ainda mais quando ontem você me disse, em sonho, que sentia muito a minha falta e que eu fazia parte sim dos teus pensamentos, logo depois cantarolava alguma musica do Cazuza, uma que eu me lembre começava com a letra P e que seu titulo tinha mais ou menos três palavras...e fora isso, tudo o que eu posso lembrar é do teu sorriso -o soluçar torna-se maior, do teu olho, do teu rosto bem perto do meu, da tua feição que me dizia que tudo estava bem agora, por justamente estarmos ali, lado a lado. Era tudo o que eu mais precisava ouvir! Mas como não passava de um sonho, o mesmo que me faz querer-te junto a mim, a realidade me chamou... com uma voz grossa, rude e me fez vir aqui escrever isto e assim mostrar as todas as almas apaixonadas que sofrem por amor que elas não estão sós e que esse sofrimento estúpido segue eternamente...

Natália Vasconcelos

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