I
Como se comprar as horas para se conseguir o amanhã?
Poder descartar os dias frios e as noites escuras?,
Mudar o que o erro não muda?,
Fazer com que o tempo não passe?,
E de tudo achar muita pouca graça?,
Como saber o que realmente lhe falta?
O que realmente lhe dói?
Como descobrir que o que sempre quis é o mesmo que lhe corrói?
Como entender o significado da virtude?
Para onde vamos, de onde viemos, o que temos que fazer?
Exatidão duvidosa.
Qual o sentido de não encontra-lá?
4 mãos a procura do Ponto Final
- O que é mesmo um ponto? final?
Calma! O céu está logo ali (...)
II
Do que me adianta o céu?
Já não me importo quem sou seu.
Seu ponto de exatidão duvidosa,
é uma virtude que a leva ao céu?
Somos 4 mãos que se escondem entre frases,
Frases que revelam quem somos,
Somos um pouco de tudo,
Em tudo deixamos um pouco de nada.
Fazendo do nada um tudo,
em 4 mãos entrelaçadas.
Pertencer-te, eleva-me aos céus.
É como tentar achar-se nos piores dos pensamentos,
"Decifra-me ou devoro-te"!
A insigne e simplória resposta de um todo,
Nesse tudo ou nada.
O delirío já nos consome,
Como não perceber?
Falanges que procuram encontrar-se,
Na vertigem destes versos, quem sabe.
Pra talvez assim gozar supinamente.
Uma ou outra ilusão.
Mário Marcius & Natália Vasconcelos