sexta-feira, 30 de abril de 2010

Momentos

Deitou ao meu lado na cama.
Lembrou-me da data, palavras nos faltaram.
Segurou a minha mão e mudou de posição,
De modo que agora pudesse olhar-me diretamente e fixamente.
Só havia nos dois.

Pobre alma apaixonada!
Entregou-se aos desejos carnais,
Aos desejos que a tanto pulsavam no peito,
Que a tanto gritavam por liberdade.

Ah, pobre criança!
Que hoje sofre por um amor não correspondido,
Porém se questiona se será esse mesmo o rumo da sua vida.
Se já não deseja mais,
Se em outros braços está a dormir- o que não quero acreditar
Porque retornas a este amor bandido?
Porque te satisfazes com a loucura do outro?

Oh, anjo divino!
Não me deixes nunca mais,
Ou se queres- assim como o sol
Desfrutar da imensidão do horizonte,
Peço-te, com todo o amor que possa existir nesse mundo
- meu mundo, teu mundo!
Voa e desaparece no céu (...)
Enquanto a vida ainda é possível.

Natália Vasconcelos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

RT@cfernandoabreu

Penso em você apesar de não sentir sua falta e muito menos sua presença. penso em você porque sinto um vazio, que eu não sei do quê (...)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

[..] So much!

Eu queria viver tudo novamente...eu realmente queria! Mas é impossível começar pelo fim, não há lógica ou muito menos qualquer teoria sufista ou reminiscente que torne tal pressuposto verdade.
Queria poder olhar novamente com aquele olhar penetrante- apaga a luz- que fazia meu mundo parar, completava-me...aquecia-me...e viciava o meu ser.
Queria sentir-te (você sei lá quem) em meus braços -novamente?- de uma forma a tornarmos um só corpo, uma só alma...e mesmo que esse instante se resumisse a apenas alguns segundos, teria a certeza que teríamos um ao outro por toda a eternidade.
Tocar-te por todo o corpo, dedilhar minha mão, quase que submissa ao ápice do prazer, pelos fios do teu cabelo, acariciar o teu divino rosto e contemplar concomitantemente a luz entorpecedora dos teus olhos, seguida da doçura dos teus lábios.
Por fim, desejaria- ou desejo! - ouvir tua respiração ofegante bem de perto e sussurrar assim todo o meu amor em forma de poesia no teu ouvido. Seguramente dizer-te que jamais amarei outra pessoa de tal forma, ou que jamais deixaria que tamanho sentimento possa ter um fim. Prometeria o reino dos céus caso quisesse me seguir.
E depois que o tempo passasse e que tua paixão já não me tivesse mais como protagonista, mesmo assim, olharia em teus olhos, de modo que não restassem dúvidas e diria: "por você faria isso mil vezes!" .
Sei que depois disso, como toda historia de amor interessante, você me daria um beijo e partiria. E eu como um círculo vicioso voltaria ao meu ponto de partida: eu queria viver tudo novamente, eu realmente queria.

Natália Vasconcelos.

domingo, 11 de abril de 2010

Arte Concretista!

A Pidona


Ela pede atenção
Eu dou!

Ela pede carinho
Eu dou!

Ela pede presentes
Eu dou!

Ela pede respeito
Eu dou!

Ela pede beijos
Eu dou!

Ela pede sexo
Eu dou!

Ela pede amor
(...)

Ela pede demais!

Arte Concretista!

ela chega em casa tira a roupa entra no boxe liga o chuveiro olha a água cair pensa nele molha os pés pensa nele molha o corpo passa o xampu espera um minuto enxágua o cabelo passa o creme hidratante espera dois minutos enxágua o cabelo passa o sabonete passa o condicionador espera dois minutos enxágua o cabelo enxágua o corpo desliga o chuveiro sai do boxe calça o chinelo pega uma toalha enrola na cabeça pega outra toalha se enxuga veste um roupão vai para o quarto senta em frente ao espelho passa o creme para rugas passa o creme para os seios passa o hidratante para as pernas seca o cabelo prende o cabelo tira o roupão veste a calcinha veste uma blusa deita na cama pega um livro tenta ler desiste pensa em ligar para ele desiste liga a tevê programa para desligar sozinha fecha os olhos pensa nele vira pra um lado pensa nele vira pro outro pensa nele resolve assistir a tevê dorme sonha com ele a televisão desliga

é o que há!
"um dia acontece!" (yn)