sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sandices

E só de te escutar a minha paz some.
Ver-te contorcida pelo gozo do prazer.
Sentir-te quente, revirando os olhos...

A cada segundo fracionado,
Nossos corpos juntam-se e afastam-se,
Juntamse e a f a s t a m -s e...

A tua boca que desce,
Exatamente nesse instante.
Arrancando-me arrepios subitamente arrependidos...

Explode, óh amor doentil!
Deixa-me viver!
Deixa-se curar todo o mal.
Deixa-me sofrer sozinho,
Somente, apenas, insigne...


Natália Vasconcelos

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eu não sei o título

Eu não vou ter um futuro, ou pelo menos não quero ter. Eu não presto, eu não sirvo pra nada, nem mesmo pro perverso, pro infausto, pro fajuto.
Eu tenho preguiça pra tudo, eu não faço nada direito, nada certo. Eu não sei andar, correr, buscar, estender.
Eu tenho medo de tudo. Todos eles me perseguem, nada da certo pra mim. Eu não tenho foco, não tenho qualquer objetivo que seja ou posso até ter, mas caminho de forma adversa a tal. Eu não tenho noção!
Só faço besteira, só falo coisas sem nexo. Não tenho amigos e caso me vejam acompanhada de algum suposto, são apenas pessoas contratadas para a minha diversão cotidiana e que quando intediantes são logo postas pra fora, sem direito a FGTS ou assinatura na Cateira Trabalhista.
Minha vida é um lixo. Não tenho vigor, embora jovem, pra seguir sozinha. Estou sempre triste pelos cantos, pensando em/no lixo. Às vezes alegre, mas logo em seguida triste novamente e se pelo menos todo esse sofrimento e essa angústia servissem pra alguma coisa útil... mas são abstrações que cultivo dentro de mim, dentro dessa estrutura óssea pesada e podre. Então como poderiam ser benéficas ou muito menos expostas? Sinto-me, muitas vezes, a caixa entregue por Zeus à Pandora, segundo a mitologia grega. Tento encontrar a tal esperança que sobrou no razo, mas diante dos males do mundo e da pobreza do minh'alma, eu realmente não encontro.
Só tenho más companhias.Tenho um certa e descarada preferência pelo o que não presta e isso sempre, sempre me despertou um interesse. Choro por quem não mereçe. Trato mal as pessoas que amo. Julgo baseada em pré-conceitos. Faço coisas e digo que não faço. Sou hipócrita, falsa, mentirosa. Não confiem em mim!
Não quero passar muito tempo aqui, não faço questão de me torturar tanto. Daqui a pouco isso acaba, todo o mistério será revelado e ao reino dos céus eu voltarei.

Natália Vasconcelos

segunda-feira, 17 de maio de 2010

À minha Vida.

Porque eu não consigo acalmar essa saudade no meu peito? tirar de vez essa dor que me mata aos poucos, pedacinho por pedacinho, que me consome e não me deixa em paz?
Porque esse amor ainda existe, se ele é somente meu? porque ele renasce a cada dia mais intenso?
Está doendo. Minha pobre alma tenta entender tudo isso, mas as lágrimas que caem agora e escorrem pelo meu rosto representam que tamanho entendimento ainda não foi alcançado.
A dúvida ainda me corroe: Será que ainda pensas em mim no calar da noite? Porque tuas fotos lembram-me tanto "nós"? Será proposital? E se for, por que fazes isso?
Olho pro nada a tua procura e mais um dia eu passo sem você. Será que vou suportar até o fim? Esperanças não faltam! Ainda mais quando ontem você me disse, em sonho, que sentia muito a minha falta e que eu fazia parte sim dos teus pensamentos, logo depois cantarolava alguma musica do Cazuza, uma que eu me lembre começava com a letra P e que seu titulo tinha mais ou menos três palavras...e fora isso, tudo o que eu posso lembrar é do teu sorriso -o soluçar torna-se maior, do teu olho, do teu rosto bem perto do meu, da tua feição que me dizia que tudo estava bem agora, por justamente estarmos ali, lado a lado. Era tudo o que eu mais precisava ouvir! Mas como não passava de um sonho, o mesmo que me faz querer-te junto a mim, a realidade me chamou... com uma voz grossa, rude e me fez vir aqui escrever isto e assim mostrar as todas as almas apaixonadas que sofrem por amor que elas não estão sós e que esse sofrimento estúpido segue eternamente...

Natália Vasconcelos

domingo, 9 de maio de 2010

Reflexos

Ao som de uma melodia triste.
No movimento de um balanço vazio,
Numa tarde de inverno,
Após o óbito declarado da Vida.
Ele sobrevive!

Assim, na madrugada
Fria, escura e sombria...
Ao som da chuva que cai.
E das gotas que ressoam
E ressaltam a sua solidão e a sua fraqueza.
Ele resiste!

Na lágrima do que morre,
Dor de quem chora.
Na morte de quem dói,
Choro de quem lágrima.
Ele existe!

No verde, na luz, no branco.
No pranto que foi transformado em prece.
Nas curvas, nas linhas, no cheiro.
Ele, o meu amor, padece!


Natália Vasconcelos

Décadas atrás...

Eu ainda posso sentir o seu cheiro doce e até mesmo o gosto do seu beijo. É só fechar os olhos que posse te sentir ao meu lado.É estranho, eu sei!A tanto que você se foi e é tão longa e dura a distância que nos separa...mas sempre foi assim, esse unilateralismo sempre fez parte de nós- e afinal, o que seria da nossa história sem ele? - então não tente entender o que escrevo.
Preciso te dizer que ainda lembro, com perfeita simetria, c-a-d-a detalhe da primeira vez em que puder te sentir meu. Falo não no sentido carnal, mas do sentimento que nos envolvia naquele instante...no silêncio de quem sabia o que queria, na respiração de quem desejava, na noite sombria de quem amava, no suor de quem ardia.
Lembro de teu abraço, que continuo a pedir todas as madrugadas, que me dava segurança e supria as necessidades da minha alma.
(...)Você subiu o rosto devagar, bem devagar...e quase que inconscientemente o meu também foi descendo, ambos cedendo a uma só vontade, até então não descoberta.
O meu corpo chamava por você e sentir os teus lábios veludos tornou esse chamado um clamor, um grito de misericórdia:" Entrega-te, assim como eu, à este mundo surreal, à este sonho!". Com a inocência de uma criança e olhar de uma lince ao perceber sua presa, aquele olhar devorador e extremamente sedutor- e que diga-se de passagem não há outro igual no mundo- você me abraçou e em seguida, com a mão direita, acariciou o meu rosto e chegou bem perto, corpo-a-corpo...rosto-a-rosto...boca-a-boca e assim fomos até o amanhecer.
Não posso falar o que sentir, afinal tudo que cala fala mais alto ao coração e eu quero ter aquilo tudo ardendo vivo no meu peito, só pra mim, bem baixinho, bem devagar...meu vício!
Desejo sim, que isso tudo morra junto ao meu espírito e não somente à minha carne, algo tão efêmero.
E que me desculpem a razão, o bom senso, as almas humanas e por isso mundanas, e os descrentes...mas o que seria de mim sem as lembranças, sem teu beijo, sem teu carinho, te abraço, a lua, o escuro, a noite, o calor dos nossos corpos, a tua voz macia, os teus olhos- e que olhos!, o teu sorriso, suas crise, que tanto me faziam rir, sem teu toque, tua presença, sem o nosso "amor", sem você? Eu realmente prefiro não pensar nessa possibilidade e continuar acreditando ser-la impossível de acontecer.

Natália Vasconcelos

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Arte Concretista!

poLitica.sucesso.dinheiro.amor.corrupção.sistema.
totalitarIsmo.polícia.guerra.miséria.desigualdade.com amor.
eu&você.seXo.sem amor.tecnologia.noite.dia.homem.mulher.
vida.nuvens.mOrte.educação.violencia.amor?.blá.blá.blá.

Natália Vasconcelos

domingo, 2 de maio de 2010

Arte Concretista!

amor
amor
amor
amor
amor
amor
amor
amor
amor
tédio