domingo, 9 de maio de 2010

Reflexos

Ao som de uma melodia triste.
No movimento de um balanço vazio,
Numa tarde de inverno,
Após o óbito declarado da Vida.
Ele sobrevive!

Assim, na madrugada
Fria, escura e sombria...
Ao som da chuva que cai.
E das gotas que ressoam
E ressaltam a sua solidão e a sua fraqueza.
Ele resiste!

Na lágrima do que morre,
Dor de quem chora.
Na morte de quem dói,
Choro de quem lágrima.
Ele existe!

No verde, na luz, no branco.
No pranto que foi transformado em prece.
Nas curvas, nas linhas, no cheiro.
Ele, o meu amor, padece!


Natália Vasconcelos

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