domingo, 7 de novembro de 2010

Devaneios

Como quem se despede do dia
veste-me deusa
Usa-me para tudo que de mim achares princípio
Tira-me a vida, abandona-me nesse frio.

Sinto por dentre às tuas vestes
Esse calor, esse pudor reprimido
Eis o desalento de viver
Falso turbante embalsamado. 

Expõe essa relva que abita o nós
Esse sol, água dos mares
E a prosa, e o toco, e o traço
Orvalho debutante à espera do sino.

Sultilidade eloquente, âncora do teu cais
Amarga por inteiro
Toda a objeção que prosseguir
Sendo essa, semente dos céus.

Natália Vasconcelos

2 comentários:

  1. Nat, cuidado, apenas isso e vc sabe do que falo!
    vamos conversar pessoalmente, e explico, ele tem essa mania de cativar as "menininhas novinhas" PERIGO, PERIGO, PERIGO!ele é doente. (delete)

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